Zeólitos asiáticos
Zeólitos do decão indiano
Sessenta e oito milhões de anos antes de estar a ler esta página um ponto quente, situado actualmente na região da Ilha de Reunião, dava origem a enormes erupções vulcânicas que duraram, com enorme intensidade, cinco milhões de anos. Estas erupções extraordinárias deram origem aquilo que designamos por Decão. O Decão teria originalmente 500.000 Km 2 situando-se cerca de 500 km para Norte, Sul e Este de Bombaim.
Actualmente é o Decão indiano o grande fornecedor dos mais espectaculares e belos zeólitos do mundo... apenas a sua abundância retira algum interesse aos colecionadores de zeólitos e minerais associados. Investigações realizadas mostram que os zeólitos indianos depositaram-se preferencialmente por acção de soluções hidrotermais pós vulcânicas, cristalizando a temperaturas entre os 40 e os 250ºC. As cavidades mineralizadas encontram-se fundamentalmente nas lavas de tipo pahoehoe, sendo raras nas lavas AA, sendo as mais interessantes para a ocorrência de zeólitos as que possuem diâmetros entre os 10 e os 50 cm. Tais cavidades encontram-se em maior abundância nas escoadas intermédias e superiores do Decão.
Na minha coleção de zeólitos possuo, neste momento, poucos exemplares indianos e apenas pretendo ter exemplares de estética elevada. Sublinho, no entanto, o facto de possuir quatro espécimes flutuantes, rondando os 3 cm, de heulandites de cor verde. Estes espécimes devem a sua cor a inclusões de celadonite e encontram-se à venda com a proveniência Poona. Na verdade trata-se de uma localização errada já que parecem ser originários de Shakur situada a cerca de 150 km para norte. De Shakur podem também ser encontrados exemplares de stilbite e, mais raramente de calcite e apofilite, com a mesma coloração devido às inclusões de celadonite. Estou à espera de encontrar exemplares com localizações mais precisas. Uma última nota para referir que muitas das stilbites indianas poderão, de facto, ser stellerites.
Lista de exemplares indianos (incompleta)
Rússia asiática e Cazaquistão

Heulandite, 7×5 cm, Rio Amudikha, Sibéria, Rússia. Colecção de Ricardo Pimentel e fotografia de Dan Weinrich.
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